quinta-feira, 6 de maio de 2010

Vínculos afetivos. Definitivamente você não é obrigado a gostar de ninguém, assim como você não obriga que alguém goste de você. Existe até a tal coisa de antipatia a primeira vista que muitas vezes perduram por anos, e um belo dia você se vê conversando com a pessoa e pensa: “Que mundo doido eu a odiava.”
É muito mais comum um vinculo começar do acaso, uma amizade do trabalho, um amigo de outro amigo, o vinculo afetivo com os familiares mais distantes, o vinculo de amor com seu parceiro, mas e quando se é uma pessoa que não se abre aos vínculos e mesmo assim insiste que isso é uma coisa natural? Que isso vai acontecer com o tempo? Porem ela não vai encontrar pessoas, não vai conversar com elas e provavelmente vá demorar muito tempo pra vê-las novamente, e talvez um resquiciozinho de vinculo que tenha se criado numa oportunidade corriqueira já não exista mais quando se encontrarem de novo.
Existem os vínculos espontâneos, que acontece sem agente prever, porém existem também os vínculos impostos, pela sua mãe, por seu companheiro, seus amigos... Por exemplo, é impossível não ter vínculos com sua sogra, por mais que você a odeie e por pior que ela seja ela ainda é a mãe da sua mulher e vai ser a avó dos seus netos, um vínculo que não há como evitar, como por mais que você brigue com seu irmão e não se entenda com ele, não há como não ter este vínculo, ambos tem a mesma mãe e quase sempre a mesma casa.
A vida da gente é assim, às vezes você não pode conviver somente com quem se quer às vezes você tem que conviver com gente que poderia ficar fora da sua vida, mas se essas pessoas ficassem fora da sua vida, faria com que varias outras que você tem bons vínculos também se afastasse de você.


Segue o trecho do meu livro favorito.


"E foi então que apareceu a raposa:- Bom dia, disse a raposa. - Bom dia, respondeu polidamente o principezinho que se voltou mas não viu nada. - Eu estou aqui, disse a voz, debaixo da macieira... - Quem és tu? perguntou o principezinho. Tu és bem bonita. - Sou uma raposa, disse a raposa. - Vem brincar comigo, propôs o princípe, estou tão triste... - Eu não posso brincar contigo, disse a raposa. Não me cativaram ainda. - Ah! Desculpa, disse o principezinho. Após uma reflexão, acrescentou: - O que quer dizer cativar ? - Tu não és daqui, disse a raposa. Que procuras? - Procuro amigos, disse. Que quer dizer cativar? - É uma coisa muito esquecida, disse a raposa. Significa criar laços... - Criar laços? - Exatamente, disse a raposa. Tu não és para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti.E tu não tens necessidade de mim.

Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás pra mim o único no mundo. E eu serei para ti a única no mundo... Mas a raposa voltou a sua idéia: - Minha vida é monótona. E por isso eu me aborreço um pouco. Mas se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei o barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros me fazem entrar debaixo da terra. O teu me chamará para fora como música.
E depois, olha! Vês, lá longe, o campo de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim é inútil. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelo cor de ouro. E então serás maravilhoso quando me tiverdes cativado. O trigo que é dourado fará lembrar-me de ti. E eu amarei o barulho do vento do trigo... A raposa então calou-se e considerou muito tempo o príncipe: - Por favor, cativa-me! disse ela. - Bem quisera, disse o principe, mas eu não tenho tempo. Tenho amigos a descobrir e mundos a conhecer. - A gente só conhece bem as coisas que cativou, disse a raposa. Os homens não tem tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres uma amiga, cativa-me! Os homens esqueceram a verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas"


O pequeno princípe - St. Exupéry

quinta-feira, 29 de abril de 2010


Colorido! É como se durante a noite tivessem colorido o céu com todas as cores da paleta.
Você acorda sentindo vontade de colocar um vestido alegre, de pintar as unhas com o esmalte fluor da moda, e deixar que sua alegria ultrapasse o mau humor de qualquer pessoa que cruzar o seu caminho.
A vida é assim mesmo, e a única coisa que podemos fazer é dar o devido valor a quando simplesmente nos sentimos felizes por nada, isso mesmo por nada, afinal nada de espetacular aconteceu pra que você se sentisse assim, não foi promovida no emprego, não recebeu flores, nem ao menos comeu sua comida favorita.
É que todos costumam dar muito mais atenção nas coisas ruins da vida, nos detalhes que entristecem, pode reparar nos comentários de seus próprios familiares, se sua mão bate papo no telefone com uma tia distante, mas se a mesma diz apenas que está tudo bem sem mais novidades, ela mal vai comentar esta ligação, porem se a mesma disser que alguém descobriu alguma doença, que alguém bateu o carro ou se divorciou terão assunto em casa pro resto da semana.
Pois é somos fadados a dar mais atenção as “desgraças” da vida do que as “graças”. E só estou escrevendo este texto hoje, pois esta é uma coisa que quero mudar em minha vida, quero dar valor a cada minuto de tranqüilidade, pra que quando eu estiver triste eu possa me lembrar que eu também sou MUITO feliz!

terça-feira, 20 de abril de 2010


Simplesmente acordou feliz!
Diz que não há nada mais gratificante que isso, que por mais cedo que seja, por mais chato que seja o som do despertador, levantou-se e caminhou em direção ao chuveiro com um sorriso interno, uma satisfação interna de ser quem é, de ter a vida que tem, as pessoas que a cercam... É como se o mundo dançasse ao som de um bom Jazz em perfeita sincronia com a rotação... Como se as horas passassem suavemente... Leveza, paz interior... Poucas pessoas dão valor a esses momentos. Quando sua rotina é apenas a mesma coisa de ontem, mas com uma suavidade que só se sabe o valor depois de uma baita tempestade.

terça-feira, 13 de abril de 2010


Às vezes ficamos assim, meio ao meio... Sem nem ao menos entender a angustia que passa em nosso peito é meio que uma mistura de tudo, ao mesmo tempo sem motivo, sem nexo... Talvez um sonho que tenha feito que acordássemos mal, às vezes uma frase engasgada não dita... Ou um dia do beijo sem beijo... Ou TPM... Às vezes nada também... Melancolia pura.

quarta-feira, 7 de abril de 2010


Pouco adianta gente que muito reclama e que não faz nada pra mudar sua condição. É fácil se lamentar e colocar a culpa na má fé de alguns, e mesmo assim você próprio não fazer nada pra sair desta situação. É bem fácil reclamar das amizades e continuar na companhia delas por puro medo de não ter outras, sei lá não entendo, pois eu sempre fui mais adepta a frase “antes só do que mal acompanhado”, não suporto gente que não dá valor as coisas que recebe dos outros, simples gestos que qualquer um faz muitas vezes sem a mínima intenção de receber algo de volta, mas quando você precisa de um favor ridículo lhe é negado sem o mínimo rodeio. Mas é fato, uma hora você aprende a valorizar só quem faz o mesmo por você, mas eis a diferença da aprendizagem, uns fazem pela dor e outros por dedução, entendimento. Sabe não é possível que aquela super amiga que você busca, leva traz e que ainda por cima mora lá no outro lado da cidade, não possa pagar sozinha o estacionamento do shopping, e fica fuçando na bolsa contando as moedas pra te dar exatamente a metade do valor, não é possível que aquele cara que passa o dia te paparicando e dizendo que você é tudo de bom não possa ir até a sua casa com uma pizza e um vinho despretensiosamente te fazer companhia e deixar a balada de lado. Alooou em que mundo você vive? Já ouviu aquilo de que o interessado dá um jeito? Você não precisa ser a rainha da dificuldade, mas quem quer e gosta da sua companhia faz por onde, te liga, te procura, aceita fazer os programas que você gosta já que você também é a super legal que está em todas pra estar perto.
Sabe se não é feliz com sua vida com as pessoas que te cercam cabe somente a você fazer isso mudar, pode soar machista, mas minha opinião é que mulher boa não ta na balada, pode lá ter uma ou duas amigas suas baladeiras de plantão que se apaixonaram na balada deu certo e viveram felizes para sempre, mas tecnicamente e estatisticamente falando, lá não é o melhor canto pra que você encontre seu príncipe encantado, não em meio a corpos suados se encostando querendo apenas a gata da noite, o silicone mais farto, a saia mais curta, o carro mais potente e homem mais bombado. Se pretender buscar algo vá ao lugar certo, algum dia na vida você já foi ao mecânico escovar os cabelos?

sexta-feira, 26 de março de 2010


Ontem no caminho pro trabalho após o almoço, me deparei com uma “bonita” cena.
Entre aspas, pois se tratava de uma família vestida de pobreza (o que naturalmente estamos condicionados a relacionar com tristeza), porém com um semblante muito feliz. Duas crianças, mãe e pai no sinal... Onde todos os dias têm vários pedintes, entre outros que lavam os vidros dos carros em troco de alguma moeda. Mas o pai num gesto de carinho com a criança ainda de colo, um sorriso e um toque sincero, gesto que muitos pais de classe média, ou alta, muitas vezes são incapazes de ter com seus filhos. Realmente a cena me fez parar por alguns minutos e pensar, o quanto temos sorte em não estar naquelas condições, estamos lá dentro dos nossos confortáveis carros fechados num ar condicionado, pra nem mesmo nos incomodar com o calor, e muitas vezes mesmo diante de uma boa situação não expressamos nosso carinho para com o próximo. Dirigimos mudos sem desviar por um segundo se quer nossa atenção. Vamos nos deitar mudos. Almoçamos mudos. Jantamos mudos. Vemos TV mudos.
E assim levamos nossas vidas, lógico que não posso generalizar, a começar por mim mesma, sei que sou uma pessoa extremamente sentimental, adoro demonstrar pra todos o quanto os amo e digo isso incansavelmente, em forma de cartinhas (sim ainda escrevo cartas a mão, e posto no correio), de depoimentos, por MSN, pessoalmente, eu demonstro muito, mas nem todos tem todo esse sentimentalismo cravado na pele, mas asseguro que dizer é tão bom quanto ouvir, pois eu tenho uma única certeza na vida, quem eu amo, ou eu, vamos morrer a qualquer momento, mas com a certeza que todos que eu amo sabem disso.

quarta-feira, 24 de março de 2010


Ontem estava num dia com vontade de extravasar literalmente, sabe engolir o choro e dar um sacode. Mas ai você se depara com a realidade e percebe que... Você não tem uma válvula de escape, que não há pra onde correr, que você não possui um hobby, não se apega a uma coisa se não aquela vidinha pacata e rotineira que você leva, e adora tudo bem, que isso não soe como reclamação... Adoro quando a maré ta mansa, adoro quando nada de anormal acontece. Não é fácil viver longe de tudo, e nessas horas de agitação, de turbulência nos mares da vida, você para e se depara com sua realidade, de que não possui uma coisa onde poderia se concentrar, liberar suas energias ruins, uma coisa que te de prazer e te faça esquecer por um momento a angustia, você percebe que não há uma alma viva no mundo se quer pra te ouvir, um interurbano pra sua cidade natal seria uma facada, e quando a conta viesse e você se arrependeria por cada choramingo no ouvido de alguma amiga disposta a ouvir suas lamurias.
Portanto como há muito tempo tinha o hábito de escrever, não só as lamurias lógico, escrever tudo o que agrada o que desagrada, coisas sobre o cotidiano, pra tentar extravasar aqui e não pros outros, tentar aqui controlar anseios, impulsos... Não pretendo tornar isso um diário, apenas um aconchego, colocar pra fora o que ultimamente tenho engolido a seco.