quarta-feira, 7 de abril de 2010


Pouco adianta gente que muito reclama e que não faz nada pra mudar sua condição. É fácil se lamentar e colocar a culpa na má fé de alguns, e mesmo assim você próprio não fazer nada pra sair desta situação. É bem fácil reclamar das amizades e continuar na companhia delas por puro medo de não ter outras, sei lá não entendo, pois eu sempre fui mais adepta a frase “antes só do que mal acompanhado”, não suporto gente que não dá valor as coisas que recebe dos outros, simples gestos que qualquer um faz muitas vezes sem a mínima intenção de receber algo de volta, mas quando você precisa de um favor ridículo lhe é negado sem o mínimo rodeio. Mas é fato, uma hora você aprende a valorizar só quem faz o mesmo por você, mas eis a diferença da aprendizagem, uns fazem pela dor e outros por dedução, entendimento. Sabe não é possível que aquela super amiga que você busca, leva traz e que ainda por cima mora lá no outro lado da cidade, não possa pagar sozinha o estacionamento do shopping, e fica fuçando na bolsa contando as moedas pra te dar exatamente a metade do valor, não é possível que aquele cara que passa o dia te paparicando e dizendo que você é tudo de bom não possa ir até a sua casa com uma pizza e um vinho despretensiosamente te fazer companhia e deixar a balada de lado. Alooou em que mundo você vive? Já ouviu aquilo de que o interessado dá um jeito? Você não precisa ser a rainha da dificuldade, mas quem quer e gosta da sua companhia faz por onde, te liga, te procura, aceita fazer os programas que você gosta já que você também é a super legal que está em todas pra estar perto.
Sabe se não é feliz com sua vida com as pessoas que te cercam cabe somente a você fazer isso mudar, pode soar machista, mas minha opinião é que mulher boa não ta na balada, pode lá ter uma ou duas amigas suas baladeiras de plantão que se apaixonaram na balada deu certo e viveram felizes para sempre, mas tecnicamente e estatisticamente falando, lá não é o melhor canto pra que você encontre seu príncipe encantado, não em meio a corpos suados se encostando querendo apenas a gata da noite, o silicone mais farto, a saia mais curta, o carro mais potente e homem mais bombado. Se pretender buscar algo vá ao lugar certo, algum dia na vida você já foi ao mecânico escovar os cabelos?

sexta-feira, 26 de março de 2010


Ontem no caminho pro trabalho após o almoço, me deparei com uma “bonita” cena.
Entre aspas, pois se tratava de uma família vestida de pobreza (o que naturalmente estamos condicionados a relacionar com tristeza), porém com um semblante muito feliz. Duas crianças, mãe e pai no sinal... Onde todos os dias têm vários pedintes, entre outros que lavam os vidros dos carros em troco de alguma moeda. Mas o pai num gesto de carinho com a criança ainda de colo, um sorriso e um toque sincero, gesto que muitos pais de classe média, ou alta, muitas vezes são incapazes de ter com seus filhos. Realmente a cena me fez parar por alguns minutos e pensar, o quanto temos sorte em não estar naquelas condições, estamos lá dentro dos nossos confortáveis carros fechados num ar condicionado, pra nem mesmo nos incomodar com o calor, e muitas vezes mesmo diante de uma boa situação não expressamos nosso carinho para com o próximo. Dirigimos mudos sem desviar por um segundo se quer nossa atenção. Vamos nos deitar mudos. Almoçamos mudos. Jantamos mudos. Vemos TV mudos.
E assim levamos nossas vidas, lógico que não posso generalizar, a começar por mim mesma, sei que sou uma pessoa extremamente sentimental, adoro demonstrar pra todos o quanto os amo e digo isso incansavelmente, em forma de cartinhas (sim ainda escrevo cartas a mão, e posto no correio), de depoimentos, por MSN, pessoalmente, eu demonstro muito, mas nem todos tem todo esse sentimentalismo cravado na pele, mas asseguro que dizer é tão bom quanto ouvir, pois eu tenho uma única certeza na vida, quem eu amo, ou eu, vamos morrer a qualquer momento, mas com a certeza que todos que eu amo sabem disso.

quarta-feira, 24 de março de 2010


Ontem estava num dia com vontade de extravasar literalmente, sabe engolir o choro e dar um sacode. Mas ai você se depara com a realidade e percebe que... Você não tem uma válvula de escape, que não há pra onde correr, que você não possui um hobby, não se apega a uma coisa se não aquela vidinha pacata e rotineira que você leva, e adora tudo bem, que isso não soe como reclamação... Adoro quando a maré ta mansa, adoro quando nada de anormal acontece. Não é fácil viver longe de tudo, e nessas horas de agitação, de turbulência nos mares da vida, você para e se depara com sua realidade, de que não possui uma coisa onde poderia se concentrar, liberar suas energias ruins, uma coisa que te de prazer e te faça esquecer por um momento a angustia, você percebe que não há uma alma viva no mundo se quer pra te ouvir, um interurbano pra sua cidade natal seria uma facada, e quando a conta viesse e você se arrependeria por cada choramingo no ouvido de alguma amiga disposta a ouvir suas lamurias.
Portanto como há muito tempo tinha o hábito de escrever, não só as lamurias lógico, escrever tudo o que agrada o que desagrada, coisas sobre o cotidiano, pra tentar extravasar aqui e não pros outros, tentar aqui controlar anseios, impulsos... Não pretendo tornar isso um diário, apenas um aconchego, colocar pra fora o que ultimamente tenho engolido a seco.